O
tema sobre inclusão tem dado muita polêmica no sistema educacional brasileiro
devido à complexidade de fatores a serem revistos para sua implantação. É necessária uma extensa reorganização escolar, na qual se destaca a formação do
professor. Tal perspectiva nos faz pensar na
formação de professores e de como essa iniciativa poderia facilitar a entrada e
permanência das crianças com necessidades especiais em escolas regulares.
Esta pesquisa teve por objetivo descrever e analisar a
interação social entre os professores de
uma escola pública regular da rede municipal que mantém alunos com e sem
deficiência, engajados nas mesmas atividades. Falam como o diagnóstico é
importante para o professor, até pra ele saber de onde começar, o que buscar, e
ajudar na qualidade de vida das crianças. Os professores falam dos sentimentos
vivenciados na convivência com a criança com deficiência e as reflexões
pessoais que esta experiência lhes suscitou. Na pesquisa, os professores falam de despreparo para trabalharem junto às crianças com
necessidades especiais. Eles afirmam que não tiveram, em sua formação
acadêmica, o preparo adequado que os capacite a lidar com a diversidade e isso
gera intenso sofrimento, pois ensinar crianças com limitações exige conhecimento,
competência e habilidade para que o processo inclusivo seja efetivado.
Os
resultados apontam para um discurso frente à inclusão: ora as participantes
apontam seus benefícios, reconhecem sua pertinência educativa e social, falam
de estratégias pedagógicas que valorizam a singularidade dos alunos; ora
demonstram dúvidas e resistências, deixando claro seu incômodo diante da
deficiência, principalmente diante de um comprometimento mais severo. Um
professor inclusivo precisa ter conhecimento bem construído em sua área de
atuação, além de manter-se em permanente atualização, considerando o ritmo
acelerado do conhecimento humano em geral. Buscar informações e aprender a
selecioná-las são novas habilidades que o professor não pode deixar de
desenvolver. Ser um eterno aprendiz, garante ao professor a possibilidade de
colocar-se na posição de aprendente e, portanto, do aluno. Estar em contato com
seu modo de aprender, com sua singularidade, pode dar ao professor melhor
acolhimento e compreensão das singularidades de seus alunos e do processo de
aprendizagem. Pois a inclusão deve continuar a crescer e as redes precisam estar prontas
para receber bem esses estudantes com ações que vão da melhoria dos espaços
físicos à mobilização da comunidade escolar.
Quando conversamos sobre o ensino para alunos especiais, a
primeira barreira que devemos vencer é a do desconhecimento. Cabe ao professor:
pesquisar, ler, refletir, experimentar, errar e novamente recomeçar. Esse
caminho só faz sentido se realizado com amor. Acreditando no que se está
fazendo, não pelo simples fazer, mas consciente de que se está trabalhando o
aluno como ser individual e capaz de aprender.
As experiências têm demonstrado que o melhor caminho para efetivar a inclusão é
incentivar o engajamento de toda a comunidade escolar. Ou seja, muitos
são os professores que não aceitam a ideia da inclusão em suas escolas e salas
de aula porque não se sentem preparados para receber tais alunos. O que vemos
são professores com a função de educar, mas que se encontram perdidos e
amedrontados por essa “nova” visão educacional, onde a nota não é o mais
importante. O princípio
fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças devem aprender
juntas, sempre que possível, independentemente de quaisquer dificuldades e ou
diferenças que elas possam ter. Escolas inclusivas devem reconhecer e responder
às necessidades diversas de seus alunos, acomodando ambos os estilos e ritmos
de aprendizagem, assegurando uma educação de qualidade a todos, por meio de um currículo
apropriado, arranjos organizacionais, estratégias de ensino e uso de recursos
diferenciados.
A educação inclusiva é uma proposta bem interessante para os alunos com deficiência tanto intelectual quanto física e também faz bem aos alunos ditos "normais". O grande problema é estar em sala de aula e não saber qual a deficiência que o aluno apresenta, pedagogas e cuidadoras não explicam e muitas vezes não sabem explicar qual a deficiência e como tratar o aluno em questão. Colocam os alunos em salas cheias e querem inclusão, sem preparar a turma em que ele se encontra, sem preparar o professor e sem material para poder mostrar ao aluno deficiente que ele pode acompanhar as atividades da turma.
ResponderExcluirA educação inclusiva é uma proposta bem interessante para os alunos com deficiência tanto intelectual quanto física e também faz bem aos alunos ditos "normais". O grande problema é estar em sala de aula e não saber qual a deficiência que o aluno apresenta, pedagogas e cuidadoras não explicam e muitas vezes não sabem explicar qual a deficiência e como tratar o aluno em questão. Colocam os alunos em salas cheias e querem inclusão, sem preparar a turma em que ele se encontra, sem preparar o professor e sem material para poder mostrar ao aluno deficiente que ele pode acompanhar as atividades da turma.
ResponderExcluir