sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Livro 1 - Parte 1: Educação inclusiva: o professor mediando para a vida. De Cristiane T. Sampaio e Sônia Maria R. Sampaio.
Prezados Pibidianos e Professores Supervisores, Este espaço está destinado às postagens sobre a primeira parte do livro que vai da página 23 até a página 73. Bom trabalho a todos. Abçs, Coord. de Área
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RESENHA
ResponderExcluirSampaio, Cristiane T.; Sampaio, Sônia Maria R.
Educação inclusiva, o professor mediando para a vida/ Cristiane T. Sampaio; Sônia Maria R. Sampaio- Salvador : EDUFBA, 2009.
O presente artigo escrito pelas autoras Cristiane Sampaio e Sonia Sampaio traz a grande preocupação com inclusão de alunos com necessidades especiais em escolas de ensino regular.
As autoras proporcionam uma visão crítica sobre educação inclusiva e integrativa utilizando uma didática contextualizada como apoio.
Na educação integrativa os alunos são postos nas escolas sem o mínimo preparo necessário para seu desenvolvimento psico-cognitivo, e os docentes desse processo não possuem formação adequada para atender de forma eficiente os alunos com necessidades especiais.
Já na educação inclusiva o processo é mais radical, completa e sistemática, pois se caracteriza como um processo bidirecional,que prevê intervenções do lado do desenvolvimento do sujeito, mas resalta a importância dos reajustes na sociedade.
Alem disso as autoras destacam a importância da formação continuada dos docentes, para que este esteja minimamente preparado para lidar e ajudar estes alunos a ter desenvolvimento mais efetivo.
… em nome de princípios democráticos que pregam educação para todos, o que se observa hoje na rede de ensino são inúmeros profissionais transtornados pela falta de preparo ante uma tarefa que lhes parece hercúlea, e também mergulhados em dúvidas, ansiedades e incertezas sobre como viabilizar a concretização de tal proposta (Bastos, 2005, p. 135).
Elas acreditam que a educação inclusiva ajuda não só aos alunos com necessidades especiais assim como os alunos ditos normais, formando neles opiniões e reflexões que possam os tornar cidadões.
E outro ponto que ela resalta que a escola atual não esta preparada para a inclusão social ou as mudanças que ela requer. Os professores precisam estar emocionalmente abertos para esse processo.
As autoras durante as reflexões sobre educação inclusiva utilizam como base vários autores e teoria como as de Vygostsky que trás sobre interação entre pessoas promovendo uma inclusão efetiva e mais humana.
Segundo vygostsky as pessoas ignoravam o meio social, a experiência histórica e a capacidade que o ser humano tem para adaptar-se ativamente ao meio. Inspirado nos princípios do materialismo dialético, Vygotsky também considera o desenvolvimento da estrutura humana como um processo de apropriação pelo homem da experiência histórica e cultural. Nesta perspectiva, a sua premissa é de que as características tipicamente humanas resultam da interação dialética do homem e seu meio sociocultural. A cultura é, portanto, parte constitutiva da natureza humana.
Outro autor foi Freud fala sobre psicoanalise. Ele faz a abordagem do ensino em consideração de que o inconsciente trabalha tanto naquele que ensina como naquele que aprende. Os efeitos do inconsciente se revelam, em princípio, na própria relação do sujeito com o saber. A outra questão ressaltada por Freud é que a importância da relação entre professor e aluno não está no valor das informações transmitidas e sim no campo que se estabelece entre eles, ao que se dá o nome de transferência.
O processo de inclusão social é muito novo e como tal precisa de diversos acertos, para que as escolas possam evoluir deste o processo de educação integrativa para educação inclusiva. E para que isso ocorra e essencial que haja uma melhora na formação de professores e também uma aprimorarão em todos ambitos da escola.
Angela Cristina Cavaglieri
RESENHA
ResponderExcluirSampaio, Cristiane T.; Sampaio, Sônia Maria R.
Educação inclusiva, o professor mediando para a vida/ Cristiane T. Sampaio; Sônia Maria R. Sampaio- Salvador : EDUFBA, 2009.
O artigo em questão, escrito por Cristiane Sampaio e Sonia Sampaio trata sobre a grande preocupação com a inclusão de estudantes com necessidades especiais nas escolas de ensino regular.
Cristiane e Sonia proporcionam uma visão crítica sobre educação inclusiva e/ou integrativa utilizando uma didática contextualizada como apoio.
Existem diferenças entre a educação inclusiva e a integrativa, na integrativa os estudantes são postos nas escolas sem qualquer preparo necessário para seu desenvolvimento psico-cognitivo e os docentes desse processo não possuem formação adequada para atender de forma eficiente os alunos com necessidades especiais.
Já na educação inclusiva o processo é mais radical, completo e sistemático, pois se caracteriza como um processo bidirecional,que prevê intervenções do lado do desenvolvimento do sujeito, mas resalta a importância dos reajustes na sociedade.
Alem disso as autoras destacam a importância da formação continuada dos docentes, para que este esteja minimamente preparado para lidar e ajudar estes alunos a ter desenvolvimento mais efetivo.
… em nome de princípios democráticos que pregam educação para todos, o que se observa hoje na rede de ensino são inúmeros profissionais transtornados pela falta de preparo ante uma tarefa que lhes parece hercúlea, e também mergulhados em dúvidas, ansiedades e incertezas sobre como viabilizar a concretização de tal proposta (Bastos, 2005, p. 135).
Elas acreditam que a educação inclusiva ajuda não só aos alunos com necessidades especiais assim como os alunos ditos normais, formando neles opiniões e reflexões que possam os tornar cidadões.
Um outro ponto destacado é o fato de as escolas atuais não estarem preparadas para a inclusão social ou as mudanças que ela requer. É necessário que os professores estejam emocionalmente abertos para esse processo.
As autoras durante as reflexões sobre educação inclusiva utilizam como base vários autores e teoria como as de Vygostsky sobre interação entre pessoas promovendo uma inclusão efetiva e mais humana. Segundo este, as pessoas ignoravam o meio social, a experiência histórica e a capacidade que o ser humano tem para adaptar-se ativamente ao meio. Inspirado nos princípios do materialismo dialético, Vygotsky também considera o desenvolvimento da estrutura humana como um processo de apropriação pelo homem da experiência histórica e cultural. Nesta perspectiva, a sua premissa é de que as características tipicamente humanas resultam da interação dialética do homem e seu meio sociocultural. A cultura é, portanto, parte constitutiva da natureza humana.
Outro autor citado, Freud fala sobre psicoánalise. Este faz a abordagem do ensino em consideração de que o inconsciente trabalha tanto naquele que ensina como naquele que aprende. Os efeitos do inconsciente se revelam, em princípio, na própria relação do sujeito com o saber. A outra questão ressaltada por Freud é que a importância da relação entre professor e aluno não está no valor das informações transmitidas e sim no campo que se estabelece entre eles, ao que se dá o nome de transferência.
O processo de inclusão social é muito novo e precisa passar por diversas modificações, que ocorreram ao longo dos anos. Com essas modificações as escolas irão evoluir do processo de educação integrativa para educação inclusiva. E para que isso ocorra e necessário uma melhora na formação de professores e uma aprimorarão em todos ambitos da escola.
SHIRLENE MAASS
Sampaio, Cristiane T. - Educação inclusiva: o professor mediando para a vida e Sônia Maria R. Sampaio. - Salvador: ED. UFBA, 2009. O livro envolve a inclusão da criança com deficiência intelectual na escola pública fundamental. Entendendo e privilegiando a fala dos professores sobre a experiência de conviverem com a diversidade no decorrer dos dias. Deixando de lado a atenção do aluno especial para focar na escola para todos os alunos, nos mesmos espaços educativos, produzindo uma inversão de perspectivas no sentido de transformar a escola para receber todos os discentes com suas diferenças e características individuais. Percebemos que é um total despreparo da sociedade tanto na estrutura física quanto social.
ResponderExcluirConsiderando a Psicologia um instrumento de apoio para a educação inclusiva, este estudo investigou as concepções e os sentimentos dos professores em relação aos alunos com deficiência intelectual, procurando identificar motivações e resistências para adoção de uma prática pedagógica inspirada em formas inclusivas. Percebemos o sofrimento da criança quando ela não está adaptada à escola regular devido à impossibilidade de acompanhar um ensino que absolutamente não considera a sua movimentação, seu ritmo particular de aprendizagem, como também os efeitos danosos para a auto-estima provocados pelo encaminhamento para uma escola especial.
Já no trabalho com adultos, ficou evidente a diferença de posicionamento diante da vida daqueles que, desde cedo, tiveram apoio da uma família que proporcionou oportunidades de maior convívio social e incentivo para que se tornassem mais autônomos e independentes. Aqui nos parece residir o grande efeito benéfico da educação inclusiva: colocar em prática princípios educativos tão longes e repetidos à exaustão, buscando trazê-los para o cotidiano de sala de aula.
Há possibilidades de uma prática pedagógica inclusiva, mas às dificuldades para colocar em atividade. No Brasil, de acordo com o último censo realizado em 2000, estima-se que em torno de 14,5 % da população é portadora de algum tipo de deficiência e os grupos excluídos na grande maioria são: pobres, os meninos e meninas de rua ou trabalhadores, as populações de periferia e zonas rurais, os povos indígenas, as minorias étnicas e raciais, os alunos com necessidades educativas especiais, todos esses não devem sofrer qualquer tipo de discriminação no acesso às oportunidades educacionais. Chama ainda a atenção de que é preciso tomar medidas que garantam a igualdade de acesso à educação aos portadores de todo e qualquer tipo de deficiência, como parte integrante do sistema educativo.
Um mundo inclusivo é, portanto, um mundo no qual todas as pessoas têm acesso às oportunidades de ser e estar na sociedade. A inclusão significa humanizar caminhos, e é nesta perspectiva que se destaca a importância de estudos sobre a escola inclusiva enquanto contexto de desenvolvimento significativo não apenas para as crianças com deficiência, mas também para crianças sem deficiência, pela possibilidade da convivência com a diversidade e do estímulo à cidadania.
Segundo o Ministério de Educação e Cultura - MEC, este termo surgiu para evitar os efeitos negativos de outras expressões utilizadas no contexto educacional — deficientes, excepcionais, superdotados, etc. — e assim deslocar o foco no aluno e direcioná-lo para as respostas educacionais que eles requerem. E o termo “necessidades especiais” não deve ser tomado por sinônimo de deficiências, uma vez que as necessidades educacionais podem ser identificadas em diversas situações representativas de dificuldades de aprendizagem como decorrência de condições individuais econômicas ou socioculturais dos alunos.
A educação inclusiva e a formação do professor. Para empreender essa transformação, a escola assume um papel fundamental, em que se destaca sua função educativa, que vai muito além da formação acadêmica, pois implica a formação moral, ética, estética e política. Despreparo dos professores para receber envolvimento de toda a comunidade educacional no planejamento da inclusão.
RESENHA
ResponderExcluirSampaio, Cristiane T.; Sampaio, Sônia Maria R.
Educação inclusiva, o professor mediando para a vida/ Cristiane T. Sampaio; Sônia Maria R. Sampaio- Salvador : EDUFBA, 2009.
O livro e fruto de uma pesquisa de mestrado em psicologia que vem retratando estudos e como a educação inclusiva vem sendo aplicada no mundo e no Brasil, principalmente da inclusão da criança com deficiência intelectual na escola pública fundamental. Onde e visível que a educação inclusiva no âmbito internacional vem se firmando como uma conquista dos diretos humanos, sendo assim todos devem ter acesso igualitária a ela e com qualidade, respeitando as especificidades de cada individuo, e seu desenvolvimento cognitivo, o que torna essa inclusão bem complexa, pois há um despreparo, na sociedade em geral, para integrar as pessoas com diferenças diversas, há um despreparo na escola e no corpo que a compõe que ainda nos dias atuas tem dificuldade de lhe dar com questões éticas raciais e sociais e que encontram mais uma dificuldade com um aluno com necessidades especiais, e infelizmente muitos pais de alunos ditos sem necessidades especiais ver como um empecilho de aprendizagem as vezes em sala de aula regular para seus filhos um discente com necessidades de inclusão, o que dificulta ainda mais a inclusão.
No Brasil estima-se que em torno de 14,5% da população é portadora de algum tipo de necessidade e especial o que torna a inclusão ainda mais importante de ser realizada com eficiência.
Em 1994 a UNESCO/ONU com a declaração de Salamanca, propõe implementar, nos sistemas educacionais, programas, que levem em conta as características individuais e as necessidades de cada aluno, sendo que está proposta está sendo implantada por vários paises. Há estudiosos que acreditam que a melhor inclusão ainda e a que possa ser dada nas escolas especiais, visto o quadro educacional atual das escolas públicas regulares, crendo que o desenvolvimento do aluno especial pode acontecer efetivamente e sua inserção social também, mas da melhor forma na escola especial.Em contra partida há quem pense e lute pela inclusão social nas escolas regulares, vendo que a mesma e humanizadora e quee os problemas que podem causar devem ser solucionados e resolvidos por todos, e que cada caso é um caso não podendo assim, excluir um aluno com necessidade especial sem ver como a escola regular pode ou não recebe-lo. Deste modo o professor é peça fundamental no processo de inclusão visto que o mesmo pode mediar este processo em sala de aula. De modo geral o capitulo fala que pesquisas realizadas apontam como a interação das crianças com necessidades especiais com crianças ditas normais, são positivas, despertando um lado mais social e proporcionando a elas uma sensação de acolhimento, o que favorece a aprendizagem das mesmas e a internalização dos códigos sociais, mostrando que há necessidade da educação em escola regular e no contra turno uma educação especifica para a necessidade e especificidade da criança especial, sanando assim, lacunas do ensino regular. Sendo que a formação dos professores, principalmente na educação inclusiva deve ser levada a sério, para possibilitar uma formação continuada, para torna o professor um mediador, e não apenas um transmissor de conhecimento. A radical inclusiva tem uma proposta radical e inovadora que sendo aplicada transformará a escola, sendo assim disciplinas da grade curricular podem ser usadas para ajudar na formação de professores como disciplinas de orientação a serem incluídas no cotidiano escolar. omo Vygotsky estudo a ZDP zona de desenvolvimento proximal muito pode contribuir na educação inclusiva, pois a mesma mostra com clareza até onde a criança evoluiu e pode chegar com o acompanhamento, possibilitando que o sujeito seja ativo e interaja com os colegas, internalizando melhor a aprendizagem.
RESENHA
ResponderExcluirSampaio, Cristiane T.; Sampaio, Sônia Maria R.
Educação inclusiva, o professor mediando para a vida/ Cristiane T. Sampaio; Sônia Maria R. Sampaio- Salvador : EDUFBA, 2009.
EDUCAÇAO INCLUSIVA
Ao longo do processo histórico evolutivo da educação, ocorreram inume-as mudanças de concepção evolvendo pessoas com deficiência. A educação inclusiva é uma possibilidade de vivenciar o respeito ao diferente e o respeito ao próximo.
Um dado alarmante é que segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 10% da população mundial sofre algum tipo de deficiência e no senso de 2000 14,5 da população brasileira é portadora de deficiência. No Brasil a educação inclusiva é um direito garantido por lei ao portador de deficiência , mas a inclusão vai alem de apenas permitir aos deficientes tornarem-se parte do grupo.
Nas ultimas décadas, inúmeros movimentos internacionais vem reivindicando que todas as pessoas tenham assegurados os mesmos direitos em sociedade, respeitando-se suas diferenças.
Portadores de deficiência ao longo da história
Ao longo da historia da humanidade, portadores de deficiência eram eliminados ou abandonados, sendo eles rejeitados pela sociedade, mesmo porque eram considerados subumanos ou amaldiçoados pelos deuses.Na Idade Média, pessoas com deficiência não podiam ser exterminadas, pois segundo a doutrina cristã eram criaturas de Deus, mas eram abando nadas à própria sorte, dependendo da boa vontade e da caridade humana para sobreviver.
A partir do século XII, com a inquisição, deficientes, sobre tudo portadores de deficiência mental, eram caçados e exterminados sob o argumento de que eram hereges. No século XVI a deficiência passou a ser tratada por meio da alquimia, da magia, da astrologia, métodos da então iniciante medicina. Com os avanços da medicina, no século XVII, foi favorecido o surgimento de tratamentos, que só a partir do século XVIII, muito lentamente, começou-se a desenvolver ações para o ensino. Somente no século XIX, observou-se uma atividade de responsabilidade publica ante as necessidades da pessoa com deficiência. Pessoas deficientes eram retiradas de suas casas e mantidas em instituições, frequentemente situadas em localidades distantes de suas famílias.
Século XX e o início da luta pelo fim da segregação
Em meado do século XX, destaca-se a luta pelo fim da institucionalização e era defendida a tese de que a eles fosse dado o direito de participar de forma mais ampla e digna dos contextos sociais comuns. Dois fatores contribuir para o fim da segregação do deficiente. O primeiro foi o desenvolvimento da educação especial e o segundo o crescimento dos movimentos pelos direitos humanos.
O movimento pela institucionalização foi baseado no conceito de normatização, que assegura a pessoa com deficiência o direito de desfrutar de condições de vida as mais normais possíveis. Surge o conceito de integração, estabelecendo que a pessoa com deficiência tinha o direito de usufruir das atividades sociais, recreativas e educacionais, frequentadas pelas demais pessoas de sua idade cronológica em sua comunidade.
(continua)
Integração x Inclusão
ResponderExcluirDo ponto de vista etimológico as palavras apresentam diferenças. De uma forma geral integrar significa formar coordenar combinar num todo unificado e incluir significa compreender, fazer parte de, participar de. Sob a perspectiva de integração do deficiente, ele o sujeito é o alvo da mudança e busca alcançar padrões de vida próximos ao “normal”. A inclusão vai alem de permitir a participação do deficiente na sociedade. Segundo tal proposta o alvo da mudança não é o sujeito deficiente, mas o desenvolvimento de uma sociedade que facilite a sua participação ativa.
Educação inclusiva e a formação do professor
Sobre a formação do docente para a educação ao deficiente , a literatura ressalta a importância da qualificação profissional do docente, sendo uma das principais barreiras para a inserção definitiva dos alunos com deficiência no sistema regular de ensino, o despreparo dos profissionais de da área para recebe-los.
Psicologia sócio-histórica (Vygostsky)
Devido a experiencia com a formação de professores para o trabalho com crianças com problemas cognitivos, Vygostsky buscou encontrar alternativas para ajudar o desenvolvimento de crianças deficientes. Vygostsky, pondera que uma criança que tem um defeito não é necessariamente deficiente, estando seu grau de normalidade condicionado com sua adaptação social.
Contribuições da Psicanálise
Segundo Freud a influencia exercidos pelos educadores é notória, sendo de primordial importância alertá-los contra a tentação de modelar a criança em função de seus ideais, sendo a eles indicado que respeitem as disposições e possibilidades de seus alunos.
Para um sistema educacional inclusivo é necessário que todos que atuam no sistema educacional, bem como pais e comunidade sejam sensibilizados, a fim de que o comportamentos de rejeição e de superproteção sejam desvelados afim de garantir a formação do cidadão ativo, critico e responsável.
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ResponderExcluirSobre o tema inclusão de deficientes, ano passado li um livro o guardião de memórias, muito bom que também tem o filme, tinha no Youtube, mas não achei, nao vou dar spoilers sobre, mas vale a pena ver :*
ResponderExcluirConsiderações da parte 1: Página 23 a 73:
ResponderExcluirSabemos que o número de pessoas deficientes que frequentam o ambiente escolar é considerado e merece uma atenção especial de nós,futuros professores.
Tais pessoas sofrem tanto com o " problema" enfrentado quanto com a segregação cometida até mesmo por aqueles que deveriam acolhe-los.
Não é tarefa fácil,principalmente quando se trata da sala de aula,promover um ambiente acolhedor e com aceitação dessas pessoas. Há muitas limitações,principalmente pela falta de recursos nas escolas,quanto da disponibilidade dos professores que não podem dar uma atenção exclusiva para esses alunos.Mas, jamais poderíamos segregá-los mais.A integração precisa ser um conjunto de apoio entre:escola,família e sociedade.É dever de todos contribuir para a integração dessas pessoas.O professor precisa ser mentor do processo,mas muitas vezes não pode pois não recebe apoio.É claro,que na maioria das vezes os próprios professores não dão a minima para tal situação,não estimulam o aprendizado do aluno,seja qual for a sua deficiência,porque o ver como inferior aos outros alunos.
A ética da profissão entra justamente ai.E além disso entra a formação do professor, somente um docente bem preparado é capaz de contornar esse obstáculo,sem que haja ainda mais um preconceito.Ele deve entender que a inclusão vai muito além de números e qualidade,mas de um desenvolvimento psíquico,conectivo e psicológico do aluno.
Tailla Conti Bergamini
Considerações da parte 1: Página 23 a 73
ResponderExcluirA Educação Inclusiva está longe de ser inclusiva; não há o que se comemorar, se é inclusão ou integração é o de menos o que importa mesmo é parar e pensar o que está sendo feito hoje no Brasil para que a situação futura desta classe mude? Com certeza que a formação do professor é essencial, mas também precisam de espaço e material adequado, o problema todo é que os demais alunos que não precisam desta "atenção" também é problemática, se o restante estivesse resolvido tudo bem, mas é lamentável o que vemos no dia-a-dia. Sempre nossa população precisou muito de bons governantes, em todas as áreas, nosso país sente na pele esta necessidade e quem sofre é a população pobre a maioria, simplesmente os que mais precisam, quem um dia olhará para esta massa?.
RESENHA
ResponderExcluirSampaio, Cristiane T.; Sampaio, Sônia Maria R.
Educação inclusiva, o professor mediando para a vida/ Cristiane T. Sampaio; Sônia Maria R. Sampaio- Salvador : EDUFBA, 2009.
O Livro uma pesquisa de um mestrado trata-se do assunto inclusão social, um dos assuntos mais abordados no Brasil nos últimos anos. Mas apesar de tantas propostas de não se excluir uma criança do acesso a educação por condições físicas ou mental, pode se observar um total despreparo da sociedade e dos profissionais da educação.
É necessário uma inclusão escolar de qualidade para pessoas com deficiência, quando uma criança não está adaptada a uma escola regular devido o seu problema é notório o seu sofrimento ou isolamento dos demais.
As escolas em geral não estão preparadas para as diversidades sociocultural, para que acontecesse um trabalho com essas criança com deficiência o professor deveria esta a dispor somente dela.
A noção de exclusão social esta presente no cotidiano da nossa sociedade, existem muitas situações de exclusão social sem elas como: pessoas idosas, deficientes, deficientes.. etc...
A opção da escola inclusiva foi oficialmente assumida por diversos países através da declaração de Salamanca.
Um mundo inclusivo é um mundo no qual todas as pessoas tem acesso as oportunidades de ser e estar na sociedade, e a escola tem um papel significativo não só no desenvolvimento social mas também para a sua saúde psíquica, tanto a integração como a inclusão propõem a inserção educacional da criança com deficiência.
Os defensores da inclusão acredita que as concepções estão baseadas em preconceito ressaltando que é necessário analisar a situação por meio de uma perspectiva nova que implica mudança de mentalidade em relação a diversidade/deficiência.
A história com atenção a pessoa com deficiência tem se caracterizado pela segregação acompanhada pela exclusão.
A escola assume um papel fundamental em que se destaca a função educativa. Quando se fala então de educação inclusiva é incontornável o aprofundamento da qualidade da discussão sobre as formações dos professore.
Estamos despreparados para incluir , essa é a realidade .
ExcluirA pesquisa mostra que existe entraves politicos-pedagogicos que prejudica o processos de inclusão com alunos com espeficidades mas fala do papel do psicologo nesse etapa como apoio para a educação dos alunos e da função do professor pode habilitar os aulnos com deficiêmcia para um vida indepedente assim com uma melhor qualidade de vida, como os professores de Cristiane e Sônia, que se faz presente nas interações interpessoais e na interação das crianças com os objetivos de conhecimento no objetivo de agrupar fazer com que as alunas se sinta acolhida mas não as priveligiandos, quebrando o tabu para outras pessoas amigos de sala de aula que ele podem! conseguem! mas ao seu tempo que a educação deles devem ser feitas em etapas lentaas e graduativas e coma pessoas preparadaas e qualificadas para dá o apoio nescessario.
ResponderExcluirRESENHA
Sampaio, Cristiane T.; Sampaio, Sônia Maria R.
Educação inclusiva, o professor mediando para a vida/ Cristiane T. Sampaio; Sônia Maria R. Sampaio- Salvador : EDUFBA, 2009.
Resenha
ResponderExcluirO presente artigo escrito pelas autoras escrito por Cristiane Sampaio e Sonia Sampaio trata-se de um problema bastante decorrente encontrado por professores, a inclusão da criança com deficiência intelectual na escola pública fundamental, visto que essas crianças precisam de uma atenção e cuidado especiais para que possam de uma forma melhor adquirir o que lhes é ensinado, sendo assim um grande desafio encontrado pelos professores.
A escola tem um papel significativo, não só para o desenvolvimento cognitivo e social das crianças, mas também para sua saúde psíquica, pois ela é o primeiro espaço social promotor de separação entre a criança e a família, estabelecendo um importante elo com a cultura. É nesta perspectiva que se destaca a importância de estudos sobre a escola inclusiva enquanto contexto de desenvolvimento significativo não apenas para as crianças com deficiência, mas também para crianças sem deficiência, pela possibilidade da convivência com a diversidade e do estímulo à cidadania.
De uma forma geral, a literatura sobre o tema ressalta a importância da qualificação profissional do professor, apontando, como uma das principais barreiras para a efetiva inserção dos alunos deficientes no sistema regular de ensino, o despreparo dos professores para receber esta clientela. Para construir um sistema educacional inclusivo, é fundamental que todos os que dirigem e atuam no sistema de ensino, bem como os pais e a comunidade na qual se encontra cada unidade escolar, sejam sensibilizados e preparados para estas mudanças, a fim de que os comportamentos de rejeição e de superproteção à diferença sejam desvelados, discutidos, compreendidos e modificados.
É necessárias formas culturais peculiares para que se realize o desenvolvimento cultural da criança deficiente, tais como o alfabeto Braille para cegos, o alfabeto digital e a fala mímica-gestual dos surdos, ou então ajuda pedagógica especializada para que possam dominar as formas culturais gerais. Se construir conhecimentos implica uma ação partilhada, já que é através dos outros que as relações entre sujeito e objeto de conhecimento são estabelecidas, a diversidade de níveis de conhecimento de cada criança pode propiciar uma rica oportunidade de troca de experiências questionamentos e cooperação.
O processo de construção de uma educação inclusiva é responsabilidade de todos e leva-nos a ampla discussão na área educacional e a um debate sobre a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais,em salas regulares, provoca uma grande reflexão, pois a inclusão exige posicionamento de toda a sociedade. Apesar das ações, são muitas as barreiras sociais que impedem a efetiva inclusão nas instituições de ensino regular. No momento que propomos discutir a respeito de uma educação inclusiva, estamos pensando e procurando construir práticas que transformem a realidade educacional, não apenas dos alunos especiais, mas a educação como um todo. Para que ocorra uma proposta inclusiva é necessário união de todos os setores da sociedade, pois a educação inclusiva consiste na ideia de uma escola que não seleciona crianças em função de suas diferenças individuais. A escola precisa ser vista como ambiente de construção de conhecimento, portanto, educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar. A opção por este tipo de educação não significa negar as dificuldades dos estudantes, pelo contrário, com a inclusão, as diferenças não são vistas como problema. Para Vygotsky, considerar que a deficiência, defeito ou problemas não constituiriam, em si, um impedimento para o desenvolvimento do indivíduo. O que poderia constituir esse impedimento seriam as mediações estabelecidas, as formas de lidarmos com o problema,negando possibilidades de trocas e relações significativas que possibilitam o crescimento do indivíduo.
ResponderExcluirPara que a educação inclusiva se torne realidade é preciso fazer uma inclusão de verdade e garantir a aprendizagem de todos os alunos na escola regular.A educação inclusiva implica na mudança de paradigma, visa á construção de uma educação diferente, transformadora,com práticas inclusivas que pressupõem a inclusão e uma educação de qualidade para a diversidade desses alunos.Sabemos que ainda existe uma resistência por parte das escolas, em concretizar essa inclusão,suas desculpas variam entre não ter profissionais especializados,salas adequadas ou acessos dentro das escolas, entre outras. Então primeiramente a escola deve estar adequada àquela criança, jovem ou adulto, tendo profissionais adequados e espaços direcionados as determinadas deficiência. Essa escola deve também respeitar os limites do educando e desenvolver uma real integração social na comunidade em que vivem. É preciso fortalecer a formação dos professores e criar uma boa rede de apoio entre alunos, docentes, gestores escolares, famílias e profissionais de saúde que atendem as crianças com necessidades educacionais especiais. A educação é, portanto um direito de todos, e assegurá-lo é necessariamente, dar boas vindas a esses alunos, sem questionar suas possibilidade ou dificuldades. Respeitando-os, integrando-os ao cotidiano escolar, visando capacitar e melhorar a vida desse educando, pois é preciso confrontar as práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las.O direito a educação é direito de toda crianças,adolescente ou adulto,seja ele qual dificuldade tiver. É importante ressaltar que Vygotsky foi um dos responsáveis das transformações na educação especial e nos propõem examinar as possíveis limitações dessas crianças, não é de desânimo, mas, sim, o de uma visão real, que leve á constatação de que, se existem problemas, existem também possibilidades. Já a psicanálise nos ensina que o saber é sempre inacabado.
Joyce
Considerações da parte 1 - pag. 23 - 73
ResponderExcluirConcordo plenamente com a defesa das autoras e com as referências bibliográficas do texto em relação à inclusão de crianças com necessidade especiais em escola regular. Acho linda a legislação brasileira opta por “um sistema educacional inclusivo em todos os níveis de ensino, bem como a garantia de aprendizado ao longo de toda a vida”. Acredito que realmente na prática possa ocorrer o que as autoras citam, de que essa inclusão pode criar uma sociedade mais acolhedora. Porem todas essas legislações muito menos documentos oficiais garantem uma educação igualitária, muito menos de qualidade, e mesmo que conseguíssemos igualar essa “educação”, ainda sim tantos os com necessidades especiais como os demais alunos estariam sendo discriminados por serem privados de uma educação de qualidade, comparando com os sistemas de ensinos de outros países.
Sandra Fagundes
O livro sobre a educação inclusiva , nos leva a uma discussão sobre a nossa atual educação e isso é inevitável ,esse é um tema que nos gera muitas angústias sobre como fazer acontecer essa inclusão de outra forma ,diferente do que vivenciamos , já que notoriamente esse caminho ainda não é o melhor .
ResponderExcluirNa leitura , percebemos que a exclusão social de pessoas diferentes acontece desde muito antigamente , visto que muitos deles eram considerados até mesmo sem a graça de Deus , assim totalmente banidos da sociedade.
Atualmente aqui no Brasil , ainda estamos longe de incluir socialmente crianças ,adolescentes e adultos nas nossas escolas , muitas escolas nem ao menos possuem rampa de acesso nas suas entradas principais , temos pouquíssimos profissionais capacitados para atuarem com os portadores de necessidade visual, motor e intelectual .
Certamente não é fácil mudar essa realidade , porém para que a educação inclusiva tome novos rumos e se torne real , é preciso haver mudanças , a começar por nós, de sermos mais otimistas e ainda que não estejamos preparados vale a pena começar nas nossas aulas tentarmos incluir ,já que esperar pelo político , pelo sistema , absolutamente a situação continuará ruim .
O trabalho aborda os contrastes sobre inclusão e integração com estudantes portadores de necessidades especiais em escolas de ensino regular. As autoras fazem críticas a esse termos, utilizando uma didática contextualizada. Me baseio nas afirmações desta primeira parte do livro, compreendendo que a inclusão é dever de toda sociedade. Infelizmente, não é a realidade. Penso que mudar esse sistema de educação atual é um bem que realmente queremos, mas não parte de nós começarmos essa mudança. Não sou pessimista ao pensar dessa forma, é não desmereço quem já está fazendo sua parte nesse processo de incluir, não só incluir, mas integrar também. Mas creio que a politicagem, desintegra todos os caminhos possíveis para a revolução da nossa educação, fazendo com que a sociedade gire em torno do capital. E no meu ponto, enquanto o capital for valorizado, não só a educação, mas qualquer âmbito social será afetado. Penso radicalmente, que enquanto a sociedade não unir forças para acabar com essa união corrupta, nada vai a frente, ainda veremos muitas pessoas serem tratadas como coitadas, que não merecem objetivo na vida, pois são portadoras de alguma necessidade que as tornam especiais, mas que não as fazem diferentes de nós. Assim como as outras classes sociais, os professores lutam por seus direitos, e este é um direito nosso, e aí sim dizer que vamos lutar por inclusão e igualdade de pessoas que tem a deficiência de não terem voz para lutarem por si porque são a minoria. Dessa forma penso que a educação nesse quesito irá alavancar outra vez. Enquanto isso cada um pode continuar a fazer sua parte, sendo capacitado ou não, é plausível trabalhar dentro da sala de aula a afetividade a socialização, mas buscando algo maior que isso. Uma andorinha só não faz verão.
ResponderExcluirRESENHA
ResponderExcluirSampaio, Cristiane T.; Sampaio, Sônia Maria R.
Educação inclusiva, o professor mediando para a vida/ Cristiane T. Sampaio; Sônia Maria R. Sampaio- Salvador : EDUFBA, 2009.
A educação inclusiva é uma ação educacional humanística, democrática, amorosa mas não piedosa, que percebe o sujeito em sua singularidade e que tem como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos.Do ponto de vista pedagógico esta integração assume a vantagem de existir interação entre crianças, procurando um desenvolvimento conjunto. No entanto, por vezes, surge uma imensa dificuldade por parte das escolas em conseguirem integrar as crianças com necessidades especiais devido à necessidade de criar as condições adequadas. Em primeiro lugar, deve reconhecer-se que o contacto e o convívio, formal e informal, entre os diversos alunos, com e sem deficiências, é um meio para que os comportamentos, típicos de cada um e/ou de cada deficiência se normalizem.
É uma oportunidade para a construção de relações afetivas, que podem vir a revelar-se, ao longo dos anos, como um suporte emocional fundamental na construção da personalidade dos alunos com deficiência. Faz com que ganhem forças para superar modificações sociais, geralmente mais autônomas e diversificadas. Por sua vez os alunos ditos “normais” poderão desenvolver uma maior capacidade da aceitação da diferença.
O apoio de especialistas pode ir reduzindo as distâncias entre crianças normais e crianças com deficiência, os professores de apoio que trabalham fora da sala de aula, com pequenos grupos de alunos, podem passar a dar apoio dentro dela. Este caminho implica a organização do trabalho interagindo, solidariamente, os dois professores (normal e de ensino especial) assim, podem definir e construir a melhor forma de trabalharem.
Algumas pessoas entendem que o apoio na sala de aula pode ter algumas consequências negativas nas aprendizagens, como por exemplo, uma quebra de atenção por parte do aluno durante a realização de uma tarefa, situações de discriminação.
No entanto, o objetivo fundamental é criar melhores condições de aprendizagem para todos os alunos, a presença de outros recursos na sala de aula, no caso um segundo professor.
Educação inclusiva, o professor mediando para a vida/ Cristiane T. Sampaio; Sônia Maria R. Sampaio- Salvador : EDUFBA, 2009.
ResponderExcluirAtualmente, no contexto educacional Brasileiro, a educação inclusiva está legalmente alicerçada em fundamentos e princípios democráticos de equidade, diversidade, igualdade e solidariedade entre as pessoas, princípios estes que também são bases da Declaração Universal dos Direitos Humanos, criada em 1948. No entanto, a educação inclusiva se apoia na premissa de que é preciso olhar para o aluno de forma individualizada e colaborativa, contemplando suas habilidades e dificuldades no aprendizado em grupo. Portanto, a efetivação de tais princípios na realidade escolar no país ainda não é uma realidade consolidada.
Segundo a legislação brasileira, são consideradas pessoas com deficiência aquelas que têm impedimentos físicos, mentais, intelectuais ou sensoriais de longo prazo que possam afetar sua participação na sociedade em igualdade de condições. O atendimento escolar é obrigatório a todos os estudantes de 4 a 17 anos, inclusive aos com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento. Não existe um tipo de deficiência que exclua a criança de ser atendida pela escola em classe regular, em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino (Brasil, 1999).
Para garantir que a legislação brasileira, confunde-se na educação a inclusão com integração, um aluno inserido numa classe regular que não interage com os demais colegas, está somente integrado em uma escola que se diz inclusiva, mas, que não proporciona condições para a melhoria da educação em geral. Há uma ilusão a respeito da inclusão. A sociedade exclui para incluir e esta transmutação é condição da ordem desigual, o que implica o caráter ilusório da inclusão.
Inclusão e integração têm significados parecidos, filosofias diferentes, mas, objetivo semelhante. Uma verdadeira inclusão exige rupturas em seu sistema e envolvem todos os excluídos, a integração pede concessões e seleciona somente indivíduos excluídos aptos.
Para uma educação inclusiva efetiva, entende-se que a escola precisa re-significar suas funções políticas, sociais e pedagógicas, adequando seus espaços físicos, melhorando as condições materiais de trabalho de todos os que nela atuam, aprimorando suas ações para garantir a aprendizagem, buscando atender as necessidades de qualquer educando, sem discriminação.
Os entraves da educação são professores não formados para atender as necessidades dos alunos especiais (deficiência intelectual). Assim, a formação do professor deve contemplar a reflexão sobre os valores da educação, vivência interdisciplinar, trabalho em equipe, pesquisa e construção de competências. Portanto, como já reiterado, o professor tem de ter a capacidade de explicar o que sabia apenas reproduzir, a convicção de que todos os alunos são capazes de aprender, o compromisso com a aprendizagem de todos os seus alunos, as habilidades para apresentar e explicar os conteúdos como interessantes, ou seja, suscitar o prazer de aprender.
Os professores podem reagir de forma diferenciada frente às práticas nas escolas inclusivas: ignorando o processo de mudança, por insegurança, sem tomar conhecimento do que está acontecendo; ou demonstrando preconceito, devido à falta de informação e do estabelecimento de pré-concepções; ou ainda, aceitando a idéia da mudança do ensino, reagindo de forma positiva e reconhecendo a validade da sua atitude.
Para atender ao horizonte pedagógico, fruto da transformação da escola, as universidades são chamadas a reorganizem seus programas curriculares, pesquisando, estudando e redefinindo os paradigmas educacionais, revisando estratégias e conteúdos de formação, a fim de preparar o professor para a diversidade, pois a Educação Inclusiva só terá seus objetivos alcançados se todos os envolvidos neste processo vivenciarem atitudes e valores, tendo um olhar educativo coletivo e criativo.
ExcluirSampaio, Cristiane T.; Sampaio, Sônia Maria R.
Educação inclusiva, o professor mediando para a vida/ Cristiane T. Sampaio; Sônia Maria R. Sampaio- Salvador : EDUFBA, 2009.
A Educação Inclusiva no últimos anos tem sido temas de estudos com perspectivas positivas, mas infelizmente no decorrer da historia da humanidade as pessoas com alguma deficiência eram excluídas da sociedade e ficavam a mercê. Só a partir do século XX e que começa a surgir movimentos do direitos humanos, quando as diversas minorias e grupos marginalizados começaram a lutar o seu espaço.
A legislação brasileira apresenta a inclusão como uma conquista dos direitos humanos , pois trata-se de uma concepção politico - pedagógica que desloca a centralidade do processo para a escolarização de todos os alunos nos mesmos espaços educativos, produzindo uma inversão de perspectivas no sentido de transformar a escola para receber todos os educandos com suas diferenças e características individuais, mas infelizmente não é isso que percebemos, constata -se um total despreparo da sociedade em geral e das instancias educacionais em particular, para empreender a tarefa de transformação que é proposto pela inclusão.
A inclusão é, portanto uma inovação que implica em esforços de atualização e reestruturação das condições atuais da maioria das escolas brasileiras. Para efetiva implementação do modelo inclusivo na educação, faz necessário uma profunda reorganização escolar, que vai muito além de aceitar crianças deficientes ou ate mesmo realizar adaptações físicas ou curriculares de pequeno porte. O principal fator que deve ser bem organizado e ou estruturado é a qualificação profissional do professor, que é apontado, como sendo uma das principais barreiras para efetiva inserção dos alunos deficientes no sistema regular de ensino, o despreparo dos professores para receber esta clientela. Segundo Mantoan (1997, 2000), a maioria dos professores tem uma visão funcional do ensino e tudo que ameaça romper o seu trabalho prático que aprenderam a aplicar em suas salas é rejeitado.
O estudo que trata esse livro destaca que a formação técnico pedagógica para lidar com as diferenças em sala de aula é imprescindível, mas o que se pretende com maior importância é o convívio com a diferença remete a valores, atitudes e julgamentos, exigindo a desconstrução dos modelos rígidos e excludentes.
O professor, enquanto responsável pela formação da criança e grande mediador da relação do aluno com o conhecimento, consegue chegar a uma resposta sobre o seu trabalho através do processo ensino - aprendizagem, mas quando a criança com deficiência, é comum o educador antecipar um saber teórico sobre o que ele aprendeu sobre o assunto, reproduzindo o que é relatado em um laudo médico sem predominar sobre uma concepção mais larga a cerca da criança.
A inclusão seja ela no meios educacional e social só mudarão quando passarmos a ter um olhar critico para o nosso interior, e por meio da experiência pessoal, poderemos compreender nossos afetos e emoções para com a condição de deficiência e aprender nossas negações. Salientando ainda que almeja - se a igualdade de oportunidades e não a igualdade que nega a diversidade.
A exclusão social está impregnada nas ações do dia a dia da sociedade, separando a minoria diferente da população. É necessária uma maior conscientização de que toda a pessoa tem os mesmos direitos perante a sociedade. E quando se trata de educação, a coisa não muda, pois qualquer portador de necessidades educacionais especiais deve ter acesso à educação igualmente aos demais. E para isso é necessário implementar programas que levem em conta essas características individuais e as necessidades de cada aluno, assim como buscar mudar comportamentos de exclusão e discriminação dentro da escola. A escola tem um papel significativo, não só para o desenvolvimento cognitivo e social das crianças, mas também para sua saúde psíquica, pois ela é o primeiro espaço social promotor de separação entre a criança e a família, estabelecendo um importante elo com a cultura.
ResponderExcluirNo sentido etimológico as palavras Integração e Inclusão são diferentes. A proposta de integração cria uma expectativa de que a pessoa com deficiência possa vir a se assemelhar ao não deficiente, já a proposta inclusiva respeita os diferentes estilos de aprender e a singularidade dos aprendizes, sem que haja o pensamento de que todos são iguais. O que é desejado é igualdade de oportunidades e aceitação por parte da sociedade do que é diferente.
A inclusão é, portanto, uma inovação que implica um esforço de atualização e reestruturação das condições das escolas. Uma das barreiras para a implementação da inclusão nas escolas é falta de qualificação profissional do professor para receber alunos com necessidades educacionais especiais, além da falta de estrutura para receber esses alunos, bem como apoio pedagógico e outros fatores.
Em relação à psicologia histórico-cultural, destacamos três aspectos: a importância da heterogeneidade na sala de aula, o papel mediador do professor e a abordagem de Vygotsky sobre a questão da deficiência através da defectologia. Segundo Vygotsky as características humanas resultam da interação dialética do homem e seu meio sociocultural, sendo de grande importância as pessoas deste meio. A cultura é, portanto, parte constitutiva da natureza humana. E se tratando de inclusão, deve-se lembrar de que é necessária a mudança da concepção sobre deficiência e retirá-los dessa posição de coitadinhos na sociedade, reconhecendo sua cidadania e capacidade.
Segundo Freud, é perceptível a influência dos professores em sala de aula e alerta com o perigo de molda-los de acordo com seus ideais, e lhes indica que respeitem as disposições e possibilidades de seus alunos. É preciso considerar que a tarefa de ensinar está impregnada de uma imensa exigência ética.
Um mundo inclusivo é, portanto, um mundo no qual todas as pessoas têm acesso às oportunidades de ser e estar na sociedade.
Educação inclusiva, o professor mediando para a vida/ Cristiane T. Sampaio; Sônia Maria R. Sampaio- Salvador : EDUFBA, 2009.
ResponderExcluirConsiderações da parte 1:
Atualmente, muito se tem ouvido sobre a educação inclusiva, mas, infelizmente pouco têm-se feito. A educação inclusiva vai além do simples ato de levar para a sala de aula um aluno com necessidades específicas e misturá-lo com os ditos “normais”, se não houver uma interação e uma boa adaptação essa ação não será bem sucedida.
Destaco que a escola tem papel fundamental na formação do cidadão, e por ela ser um dos melhores ambientes de integração social e diversidade cultural, o aluno que se vê diferente tem que se sentir acolhido independente do seu tipo de limitação e especificidade.
E por isso digo que, a inclusão pede planejamento. Sem um planejamento, o processo pode ocorrer de um jeito contrário e a ideia de inclusão pode tornar-se uma exclusão. A realidade que temos hoje é a falta de formação para os professores que estão com esses alunos na sala de aula.
O governo quer garantir uma educação de qualidade para todos, como está escrito no papel, mas não cria possibilidades, não promove políticas de capacitação. O professor quase que despreparado para lidar com tal situação, conta com a ajuda do profissional que geralmente acompanha o aluno que possui limitações, e esse profissional também não pode fazer muita coisa porque possui no máximo um cursinho.
Concordo plenamente com as autoras quando elas colocam que o aluno com necessidades específicas tem que ser visto pelo professor, mas porque não por toda sociedade, como um sujeito que possui um nome, uma história, desejos e acrescento: esse sujeito possui sonhos, e é na escola que esses sonhos começam a se realizar, a partir do momento que ele se sente acolhido pelo meio em que está. Precisamos de mais sensibilidade por meio das autoridades!
Rosiane